sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Trabalhos Mariana Santos

Trabalho Individual

De Turismo Natureza



Curso: Animação Turística, 3º ano 5º Semestre





Docente: Rui Gomes



Trabalho realizado por:

Mariana Santos, 4070298

















Índice



Introdução.........…………………………………………………………………………..…...2

Site: www.greenforce.org – Explicação do que realizam………………………………..3

A minha Ecolodge Favorita - Kasbah du Toubkal, Morocco…………………………….9

Resumo do Artigo “Envolving Environmental Tourism in Zambia”………………..…15

Empresa Licenciada pelo ICN B……………………………………………………………23

Conclusão……………………………………………………………………………………..29

Bibliografia……………………………………………….……………………..…………….30









































Introdução



Este trabalho foi proposto pelo professor Rui Gomes no âmbito da unidade curricular de Turismo Natureza do terceiro ano do curso de Animação Turística.

Este trabalho divide-se em duas partes, uma de carácter nacional e outra de carácter internacional.

O trabalho internacional consiste em visitar o site www.greenforce.org e explicar resumidamente o que é que a organização faz e que tipo de actividades promove.

De seguida foi pedido que procurássemos no Google o site “Ecotourism Journal” e que nos inscrevêssemos no site e procurássemos o Artigo “Envolving Environmental Tourism in Zambia” para o resumirmos.

Por fim, também através da Internet, teríamos de eleger a nossa “Best Ecolodge”, procurando no site da National Geographic Adventure o artigo “50 Best Ecolodges”. A minha ecolodge escolhida foi Kasbah du Toubkal, Morocco. Darei a explicação da minha escolha assim como ilustrarei algumas imagens retiradas do site; resumirei o artigo e explicarei qual a ligação entre as populações nativas e todo este processo turístico (o que realizaram e o que estão a realizar).

Relativamente a parte do trabalho de carácter nacional, este só contem um aspecto. Neste caso, consultei o site do ICN B e fiz o download de um arquivo onde estão patentes todas as empresas que estão licenciadas pelo ICN B para realizar actividades de animação ambiental em Portugal (Programa Nacional de Turismo Natureza). A Entidade que escolhi chama-se Cinzambu - Centro de Interpretação da Natureza do Zambujalinho e neste trabalho explicarei novamente a razão da minha escolha e irei aclarar também as actividades que promovem, ilustrando com algumas imagens retiradas do site da Empresa.

Tanto para a escolha da Best Ecolodge como para a eleição da empresa licenciada pela ICN B, fomos aconselhados pelo professor a enviar um e-mail para o contacto electrónico da turma a indicar a nossa opção, para os colegas terem a oportunidade de optar por uma diferente (o objectivo é mesmo cada aluno trabalhar num campo diferente).

Assim, espero que este trabalho me seja útil futuramente e na minha vida profissional, e espero cumprir os objectivos propostos pelo professor.



www.greenforce.org – Explicação do que realizam





























A Greenforce é uma organização não governamental (ong) que foi fundada por Marcus Watts há mais de quinze anos e surgiu na sequência de um pedido das comunidades locais depois da Cimeira da Terra, nome pelo qual é mais conhecida a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), no Rio de Janeiro.

A organização desenvolveu pesquisas no que diz respeito à biodiversidade, criou novos parques marinhos, dando poder e respostas às necessidades das comunidades locais, fornecendo ajuda humanitária. Contudo, o coração da Greenforce permanece na conservação e no trabalho voluntário feito no terreno/campo, que ajuda na criação de comunidades sustentáveis.

Os projectos apresentados pela Greenforce são perfeitos para alunos que pretendam interromper os estudos (“gap year”) ou para quem queira interromper uma carreira (“career breakers”), pretendendo afastar-se por algum tempo e procurando algo verdadeiramente gratificante. Os “Gap years” no estrangeiro estão a tornar-se cada vez mais populares uma vez que, de acordo com peritos, as universidades procuram pessoas que viajaram no estrangeiro e que tenham adquirido certas capacidades e experiências de vida.

Marcus Watts afirma que há vinte anos atrás, fazer qualquer coisa na região era



suficiente, mas agora, uma vez que as viagens pelo mundo são muito mais fáceis de realizar, as universidades procuram pessoas que tenham uma experiência mais profunda e um maior conhecimento e consciencialização dos assuntos mundiais. Considera que o envolvimento dos pais na planificação do “gap year” é essencial e muito positivo uma vez que eles se certificam de que os seus filhos têm seguro de viagem e pesquisam as regiões que vão visitar.

Marcus Watts declara também que fundou a Greenforce porque ao explorar o mundo descobriu que muitas pessoas seguiam os mesmos guias de viagem, visitavam os mesmos lugares e ofereciam-se para fazer voluntariado nos mesmos projectos enquanto muitas comunidades que realmente precisavam de ajuda eram deixadas de parte. A equipa desta organização vive a tempo inteiro na maioria dos países e assim torna-se mais fácil encontrar programas únicos, geri-los a um preço baixo e além disso é mais seguro e mais divertido do que viajar por si próprio.

A Greenforce trabalha com a UNESCO, a WWF e a Cruz Vermelha na América do Sul. Também foi responsável pela Maratona Maasai em Abril de 2008, o que foi um grande sucesso.

A Trekforce foi a primeira organização a tornar-se uma ONG e à qual foi dada uma porção da sua floresta tropical para a sua sustentabilização. Também estabeleceram relações com os governos da Papua Nova, Guiné e Bornéu, e centram-se em viagens aventureiras e extremas que desafiam e recompensam os participantes.

Por outro lado, a Ozforce oferece um grande número de empregos na Austrália a nível da agricultura, do ensino da construção.

A Medforce e a Skiforce oferecem empreendimentos de risco/excitantes e combinam o conhecimento anterior da Greenforce com alguns dos melhores programas em todo o mundo. Já estão a ganhar uma sólida reputação na indústria do “gap year” e das viagens.

A Gapforce tornou-se uma pioneira na industria do “gap Year”, usando o seu estatuto não lucrativo e os íntimos laços que mantem com o Year Out Group e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da comunidade britânica. São bem-vindas pessoas de todas as idades, nacionalidades e religiões. Esta organização dá uma grande ênfase à segurança, podendo-se viajar com a máxima segurança para qualquer país por mais remoto que seja. A sua equipa é constituidada por pessoas de





nacionalidade britânica com muita experiência e que ajudam os participantes a ajustarem-se ao novo ambiente e a sentiram-se seguros.

Ao contrário da maioria das outras organizações similares, a Greenforce aposta na recompensa do seu pessoal que faz trabalho de campo. Assim, a Greenforce fornece os custos do voo internacional, alimentação, alojamento, seguro médico, bolsa e o Programa de Bónus da Greenforce. Estes prémios anuais podem ser usados para ajudar a financiar o mestrado ou um treino adicional.

Desde modo, criaram a possibilidade das pessoas poderem participar nas suas expedições com diferentes cargos. Por exemplo, existem cargos como líder de expedições marítimas em que os candidatos deverão ter experiência de gestão de pessoas e ter habilidades organizacionais e de comunicação. Um mínimo de instrutor OWI e PADI EFR, assim como RYA de qualificação nível 1, é necessária experiência de manipulação de barcos e de equipamentos de mergulho. Outros cargos disponíveis são o de chefe cientista, Assistente Marinho, Instrutor de Mergulho, Líder de Expedição Terrestre e chefe cientista terrestre.

A Greenforce realiza expedições a locais como Fiji, Bahamas, Equador, Tanzânia, China, Ghana, Nepal, Cambodja, Tailândia, Índia, África do Sul, Vietname e Sri Lanka. No Equador realizam actividades como o salvamento de animais, a conservação da Amazónia, a conservação da marinha, exploração de galapagos, ensino e aventura; na China promovem actividades como a conservação dos Pandas, aventura clássica e ensino; no Ghana praticam actividades como o ensino e cuidado da comunidade local; por sua vez, na Tailândia efectuam as seguintes actividades: cuidado dos elefantes, ensino, possuem um orfanato, tribos de montanha e conservação. Por fim, na Índia fazem actividades como trabalho comunitário, ensino, exploração da comunidade e do orfanato e conservação das tartarugas do Goa e no Sul de África salvamento da marinha e trabalhos com tubarões.



Informação Adicional:

Fiji

Experiências:



- Aprender a mergulhar;

- Ajudar na conservação dos recifes de coral de uma Ilha do Pacífico;

- A Greenforce proporciona seis, oito ou dez semanas de aventura em que se tira o PADI Open Water, Advanced e Emergência;

- Propõe ajudar a Wildlife Conservation Society, com o objectivo de proteger o ambiente marinho;

- Aprender a viver como as comunidades locais e ter bastante tempo para desfrutar de actividades de snorkeling e mergulho e ter a oportunidade de nadar em águas cristalinas;

- Aprender a trabalhar ao lado de cientistas qualificados;

- Aprender a identificar alguns dos mais incríveis seres da vida marinha tropical.

- Nadar com golfinhos e tartarugas;

- Passar algum tempo com a comunidade local em cada semana, onde se participa num programa de troca de cultura.



Bahamas

Experiências:



- Criação de um parque marinho;

- Ajudar a comunidade local;

- Aprender e trabalhar ao lado de cientistas qualificados;

- Nadar com golfinhos e tartarugas e ser testemunho da vida incrível de outras espécies marinhas.

- Aproveitar as praias incríveis existentes, realizando actividades desportivas como snorkeling e mergulho.

- Participar no intercâmbio cultural com a comunidade local e ensinar a conservação marinha na escola primária local uma vez por semana para ajudar jovens Bahamians a compreenderem a importância do ambiente marinho.

- Viver na casa da praia (um direito do voluntário).



Tanzânia

Experiências:



- Viver com uma tribo Maasai local e aprender sobre a sua história e cultura;

- Experiência de vida no mato "real" Africano;

- Testemunhar a abundância de animais selvagens;

- Ensinar as crianças locais Maasai Inglês básico e Matemática, que lhes permitam comunicar mais eficazmente com os turistas que visitam o local;

- Realização de actividades como Snorkeling e Mergulho.



Nepal

Experiências:



- Desfrutar de visitas culturais ao redor da cidade;

- Frequentar aulas Nepali;

- Ter a oportunidade de viajar num dos vales rurais, onde se trabalhará num projecto de desenvolvimento rural, antes de visitar o Parque Nacional de Chitwan, levando um elefante safari. Regresso a Kathmandu e desfrutar de uma festa de despedida.



Cambodja

Experiências:



- Contribuir para o projecto de reforma de uma escola;

- Uma semana de exploração;

- Ensino durante uma semana;

- Uma língua por semana;

- Actividades de yoga;

- Estar na praia durante uma semana;

- Todos os transportes, refeições e alojamento estão incluídos.



Vietname

Experiências:



- Passear pelo bairro antigo de Hanói;

- Aprender a cozinhar ao estilo vietnamita;

- Visitar a deslumbrante Tam Dao National Park.

- Escolher entre uma semana ensinando as crianças da escola local, ou trekking na região remota do norte da Sapa, na fronteira chinesa, ou ainda poder permanecer por mais tempo e fazer ambas as coisas.



Sri Lanka

Experiências:



- A Greenforce proporciona viagens de quatro semanas que incluem viver num templo budista, aprender a arte da meditação, desportos e opções de ensino de Inglês e aprender Singhalese.























































A minha Ecolodge Favorita



Kasbah du Toubkal, Morocco

























Justificação da minha escolha:

Escolhi esta ecolodge porque Marrocos é e sempre foi um país que desde cedo me fascinou. A sua cultura, as suas tradições, os seus costumes tão distintos dos nossos, a sua gastronomia, arquitectura, paisagens… Tudo isto cria um ambiente envolvente inesquecível, e certamente a repetir na minha vida, mas desta vez com outra mentalidade e outra mente mais virada para a vertente da aventura e ecologia ou até de voluntariado (algo que sempre desejei).

Quando soube que teria de escolher uma Ecolodge, através do mapa ilustrado no site da National Geographic Adventure deparei-me com uma série de “pontinhos” que marcavam as ecolodges existentes no mundo. A primeira atitude que tive inconscientemente foi confirmar se havia a existência de “pontinho” em Marrocos. Foquei desde logo o meu interesse nessa ecolodge, que estimulou em mim um sentido de curiosidade, o que me levou a fazer uma só questão: “Como será uma ecolodge em Marrocos?”

Também estudei o resto do mapa, tendo em conta a existência de outras ecologdes, e esta foi de facto a que me despertou mais a atenção, pois é algo que ambiciono fazer futuramente.

























































Site: http://www.kasbahdutoubkal.com/home.html





KASBAH DU TOUBKAL, MOROCCO, o premiado eco-lodge e berbere centro de hospitalidade.



“Bebendo uma chávena de chá de hortelã verde doce e admirando o pico mais alto do Norte de África a partir de um terraço no Kasbah du Toubkal…”





Principais Características: aventuras activo, a cultura local e a família



Informações importantes:



A Empresa possui uma equipa com mais de 100 anos de experiência de trabalho em Marrocos e trabalham para descobrir o que há de belo neste país para oferecer aos turistas. A experiência que têm permite levar aos clientes um serviço excepcional que cria experiências exclusivamente marroquinas. Oferecem serviços como viagens a Marrocos feitas à medida para o cliente (Tailor-made), excursões, viagens de um dia para a realização de cruzeiros para visitantes de Casablanca ou Tânger, vivenda privada, e serviços especializados.

Kasbah du Toubkal é executado através de uma parceria exclusiva com a comunidade berbere local.



Localização:



O Kasbah du Toubkal localiza-se a apenas 60 km de Marrakech, está situado no base do Jbel Toubkal, o pico mais alto do Norte de África.

























O Kasbah du Toubkal é uma empresa extraordinária, é o produto de uma imaginação berbere. Existe uma crença comum de que a beleza do Parque Nacional de Toubkal deve ser acessível a todos os que a respeitam. Para tal, a Kasbah foi transformada usando métodos tradicionais, a partir da casa de um Caid feudal num paraíso sem antecedentes; fornecendo uma variedade de possibilidades de alojamento e de acontecimentos para atender diferentes exigências e gostos dos clientes.

O Kasbah du Toubkal é um refúgio da magnífica montanha, espectacularmente situado no coração do Alto Atlas. É um centro de hospitalidade berbere (hotel / albergue destacando hospitalidade sobre serviço de hotel tradicional) equipado para visitas diárias, seminários, estadias residenciais, assim como organizam viagens para grupos, incluindo grupos escolares em cerca de 40 dias por ano e indivíduos singulares. Há a possibilidade de permanência por algumas horas ou uma semana. Disponibilizam-se a planear e organizar toda a viagem a Marrocos (incluindo voos). Combina a paz, o sossego e a privacidade.

Ao visitar o Kasbah do Toubkal, o visitante é desde logo acolhido calorosamente e obtém desde cedo uma fascinante visão sobre a cultura envolvente. É aconselhável a exploração da vila, vilas próximas e da paisagem montanhosa circundante, a pé ou de mula, ou apenas colocar os pés para cima e relaxar no terraço ou no hammam (banho de vapor). O Kasbah é especialmente adequado para grupos e famílias.

O Kasbah proporciona um ambiente acolhedor para as pessoas que procuram um refúgio na montanha e confortável para aqueles que desejam desfrutar de quartos de excelente qualidade inseridos num cenário deslumbrante. É também um centro de conferências para aqueles que estão à procura de um local que inspira, que proporciona uma paz numa localização privilegiada e à distância, proporcionando o melhor dos equipamentos modernos.

Os quartos originais no Kasbah foram mantidos, assim como salões berberes para serem ocupados por várias famílias, e grupos de caminhada da escola e os quartos de banho nos jardins foram construídos para férias. The Garden House inclui um apartamento espectacular que satisfaz as exigências da maioria das pessoas e já foi alugado por celebridades. Este local atrai turistas com diferentes estilos de vida e cada vez mais é mencionado este local em artigos na imprensa sobre o Kasbah, elogiando a sua filosofia, as suas instalações e a própria equipa.

O Kasbah du Toubkal não é um hotel, no sentido tradicional, mas sim uma extensão da hospitalidade que decorre nas casas dos berberes.

Relativamente à relação das populações nativas com os turistas, é a visita a uma comunidade berbere que faz com que o turista sinta desejo em voltar ao Kasbah, por toda a hospitalidade oferecida pela equipa e cenário únicos, vivendo assim uma experiência única. A simpatia e consideração dos funcionários também influencia de certa forma a motivação da sua viagem, criando assim uma ligação entre a população nativa e os turistas. Uma estadia no Kasbah é uma oportunidade única de aprender a cultura berbere e os diferentes estilos de vida tão simples nestas pessoas.



As ofertas do Kasbah:

• As instalações para conferências para 60 pessoas, com equipamento de projecção multimédia

• Jantar / eventos especiais para até 100 pessoas

• Onze suites com novas salas e 3 salões berberes

• Três quartos (com suite), casas de luxo

• Alojamento para 34 pessoas

• Alojamentos exclusivos disponíveis

• Convidam o cliente a ficar por alguns dias, relaxar e fazer passeios curtos nos arredores. As opções incluem uma variedade de caminhos e rotas circulares usando The Lodge Toubkal. É mesmo possível (por regime especial) a utilização de bicicletas de montanha ou andar a cavalo para ter acesso a este local maravilhosamente tranquilo e bonito, respirando o ar puro que envolve o visitante.

• Excursões de dia inteiro, incluindo almoço e um passeio guiado de Marrakech. Promove também actividades como trekking.

Instalações

Toubkal Lodge

O Toubkal possui três quartos com suite, com vistas espectaculares, com tradicionais tectos de madeira, portas de madeira esculpida e outras características todas elas tradicionais; aquecimento solar radiante; um espantoso terraço com vista para os Picos cobertos de neve e uma sala de estar com fogão a lenha e música ambiente.

Possuem os seus padrões sustentáveis próprios, e já formaram uma associação Village para realizar projectos comunitários na área. Muitos dos moradores locais estiveram envolvidos na construção desta pousada, e é um desenvolvimento bem acolhido no vale o que, na minha perspectiva, torna-se algo importante, pois todos ajudaram á sua criação e todos concordaram com o projecto.



Evolução do Kasbah:

O Kasbah abriu recentemente uma trekking lodge, a primeira na área num local remoto no coração do Alto Atlas. Foi construído num estilo tradicional, que oferece energia solar radiante e uma vista espectacular para um passeio de um dia.



Até aos dias de hoje, a associação tem sido capaz de construir um hammam (banho a vapor), e recentemente ajudou na construção de uma escola para 80 crianças num vale distante. Também tem estimulado a construção de um sistema de eliminação do lixo, assim como o fornecimento de ambulâncias para a região (com motorista).



Resumo do Artigo “Envolving Environmental Tourism in Zambia”

A evolução do turismo ambiental, experiências na Zâmbia



O turismo baseado na natureza, incluindo o turismo de voluntariado em projectos de natureza, aumentou grandemente ao longo das últimas duas décadas.

Através de entrevistas aprofundadas realizadas aos voluntários, este artigo explora as experiências vividas e o desenvolvimento pessoal dos sete voluntários que participaram numa expedição da Greenforce com a duração de dez semanas no Parque Nacional de Kafue na Zâmbia, avaliando o seu contacto directo com o meio-ambiente. A GreenForce é uma organização que coordena as expedições ambientais nos países em desenvolvimento em todo o mundo.

A investigação aqui relatada visa acrescentar novos conhecimentos aos estudos anteriores, realizando uma sequência de entrevistas pormenorizadas a cada inquirido durante o período completo da expedição para investigar como as suas experiências no ambiente natural tiveram impacto positivo e negativo no seu desenvolvimento pessoal. O documento centra-se num grupo de sete voluntários que participaram numa expedição da Greenforce durante 10 semanas no Parque Nacional de Kafue na Zâmbia. Durante esse período, os voluntários participaram em trabalho de conservação, que envolveu a produção de inventários de espécies e estimativas populacionais das espécies e como viviam num acampamento experienciaram condições básicas de vida. Uma das autoras foi nesta expedição e viveu durante todo o tempo com os voluntários, embora ela não tivesse estado envolvida no trabalho de conservação.

A análise revelou que as experiências dos inquiridos no ambiente natural influenciaram de facto o seu desenvolvimento pessoal e o documento explica algumas das maneiras como isso ocorreu.

Já tinha havido uma pesquisa limitada (por exemplo, Broad, 2003; Halpenny e Caissie, 2003; McGehee, 2002; Wearing, 2001) que examinava o desenvolvimento temporal das experiências dos voluntários num contexto do turismo ambiental. Mas ainda há uma necessidade de pesquisar este assunto de forma mais completa, a fim de obter uma compreensão mais aprofundada de como o turismo voluntário ambiental pode promover a mudança pessoal entre os participantes.

Durante o período de duração da expedição, os voluntários participaram em trabalhos de conservação, que envolveu a produção de inventários de espécies e estimativas populacionais e percebemos também como reagiram ao facto de viverem num acampamento experienciando condições básicas de vida.

Apesar de este estudo revelar descobertas interessantes sobre os valores ambientais dos voluntários, atitudes e comportamentos, há pouca indicação de como a participação nas férias modifica a sua orientação ambiental ou se de facto o faz. Na verdade, os autores reconhecem que uma investigação mais pormenorizada é necessária para medir a atitude ambiental dos voluntários, a sua percepção da natureza e o seu compromisso de um comportamento ambientalmente responsável, antes, durante e depois da experiência de voluntariado vivida.

A entrevistadora realizou entrevistas para analisar as experiências ambientais turísticas dos voluntários durante mais de 10 meses. No entanto, tornou-se uma observadora participante.

Uma das autoras foi nesta expedição e viveu durante todo esse tempo com os voluntários, embora não se tivesse envolvido no trabalho de conservação, realizava uma sequência de entrevistas aprofundadas antes, durante e depois da expedição. Todos os voluntários experienciaram um grande sentido da liberdade e da libertação de simplesmente terem a oportunidade de sair e explorar, redescobrindo vistas, paisagens e sons da natureza. Além disso, o facto de estarem num ambiente natural e especialmente durante os períodos de solidão, ofereceu-lhes oportunidades para uma contemplação e introspecção profunda e desenvolveu-lhes inspiração espiritual.

Os voluntários que participaram nesta expedição tiveram a capacidade de desistir do seu tempo e de pagar (em dinheiro) para contribuírem para os esforços voluntários, assim como muitos desistem do seguimento de uma carreira universitária para realizarem este tipo de expedições.

Inicialmente, a entrevistadora recebeu detalhes dos catorze voluntários que participaram na expedição e enviou uma carta de apresentação para cada voluntário com os detalhes do estudo. Assim os voluntários fizeram uma pré-expedição de formação no Reino Unido. Depois disso, a entrevistadora não se comunicou com os voluntários até ir para a Zâmbia com eles. Antes de se transferirem para o Parque Nacional Kafue, a entrevistadora e o grupo esteve em Lusaka por vários dias. Em Lusaka, a entrevistadora seleccionou aleatoriamente sete voluntários para participar numa série de entrevistas semi-estruturadas e pormenorizadas que incidiam sobre as suas experiências de turismo ambiental durante a expedição. Os inquiridos tinham entre 18 e 25 anos e a maioria ou planeava estudar numa universidade ou já estava no ensino superior.

Uma vez em Kafue, a entrevistadora realizou mais cinco entrevistas semi-estruturadas com cada entrevistado que durou cerca de 40 minutos a 1h.

Como tal, as entrevistas foram baseadas nas vivências dos entrevistados durante toda a expedição. A entrevistadora procurou descrições ricas e significativas de como os inquiridos experienciaram o ambiente natural e

como se sentiram e se comportaram. De modo a alcançar este objectivo, a entrevistadora participou o menos possível nas actividades diárias da expedição. Se a entrevistadora se tivesse envolvido numa observação participante e tomado parte nestas actividades, a sua presença poderia ter influenciado as experiências dos entrevistados e como eles as discutiam nas entrevistas.

A entrevista divide-se em três fases, explicadas em tabelas que contêm as respostas dos inquiridos; a tabela 1 fala sobre as motivações e as influências para a realização da expedição que aborda subtemas como o ambiente natural e a conservação, o desenvolvimento do conhecimento, o desafio, as experiências que os inquiridos tiveram anteriormente e, por último, a atitude ambiental de cada um. Este tema está relacionado com a força interior de cada um, necessária para enfrentar o trabalho e a questão de sobrevivência num ambiente de expedição.

De seguida, a tabela 2 está relacionada com aspectos de desenvolvimento pessoal cujos temas gerais são as emoções espirituais vividas, o conceito geral de si próprio, a apreciação dos recursos e as tarefas ambientais.

Relativamente à tabela 3, os assuntos tratados são as influências sociais, o grupo social e a estrutura organizacional.

Os dados foram interpretados, permitindo observar os aspectos comuns e as diferenças dentro do grupo dos inquiridos que estavam a ser avaliados.



As motivações e influências para a realização da expedição à Zâmbia (referidas na Tabela 1) foram das mais variadas. Por exemplo, para Lucy, o desafio social de fazer parte de uma equipa e o sentimento de marcar a diferença na vida de outras pessoas foi o que a encorajou a participar nesta expedição; para Emily, o aspecto mais desafiador desta expedição seria a sua saída de casa e a separação com a família, algo que sentia necessidade de fazer e o interesse em aprender mais sobre conservação pois ambiciona especializar-se em biologia animal; por sua vez, Alison ambicionava testar a sua habilidade de sobrevivência durante a expedição, assim como relaxar num ambiente que contrastasse com o seu estilo de vida habitual. Para outros inquiridos, a expedição foi realizada por razões profissionais e por um desejo de desenvolver experiências de trabalho prático na conservação da vida selvagem, e também a fim de encontrar um equilíbrio na sua vida.

Como está patente, foram diversos os motivos que levaram os voluntários a participar nesta expedição à Zâmbia, praticamente todas elas relacionadas com a preservação do ambiente e o seu desenvolvimento pessoal e social.

Em pesquisa, foi descoberto que os voluntários que participam em trabalho voluntário num projecto de ecoturismo foram significativamente motivados pela consciência interpessoal, pela aprendizagem em si, viagens, aventura e a ambição de fazer algo de útil para ajudar as outras comunidades.

É sugerido que os indivíduos sejam motivados pelo desafio como um meio de exploração dos seus próprios limites físicos e mentais e de enfrentar o desconhecido num meio ambiente novo.



No que diz respeito ao Desenvolvimento Pessoal dos entrevistados, tema principal da Tabela 2, o ambiente natural pode evocar emoções intensas e espirituais nas pessoas, o que pode levar a sentimentos de paz e humildade. Os inquiridos consideram que ganharam benefícios espirituais pelo facto de estarem em contacto permanente com o ambiente natural, desde a apreciação de fenómenos naturais, o ciclo de vida dos animais selvagens, a própria aprendizagem para facilitar a sua sobrevivência (por exemplo, Poppy refere que se sentiu orgulhoso por aprender a cozinhar numa fogueira de um acampamento).

No tópico da apreciação dos recursos, através das respostas à entrevista realizada deparamo-nos por exemplo com um ambiente de consciencialização da importância e da valorização da água.

Por fim, relativamente às tarefas ambientais, todos os voluntários tinham tarefas como a recolha e o despejar o lixo, a conservação da floresta e o tratamento dos animais. Em suma, todos os inquiridos demonstraram-se ao longo do tempo de expedição mais sensíveis ao ambiente natural, fazendo com que o ambiente externo começasse a fazer parte das suas experiências.

Na entrevista apresentada existem resultados que revelam que os inquiridos frequentemente expressam a surpresa ou satisfação da descoberta de novas habilidades.



Por fim, relativamente à tabela 3, todos os inquiridos julgam fundamental o trabalho de equipa, onde todos lutam pelo mesmo objectivo como um grupo social. É criado um sentimento de comunidade (como por exemplo o simples facto de estarem sentados à volta da fogueira a conversar, tendo a possibilidade de se conhecerem entre si e criarem laços fortes).

Os resultados da entrevista revelam que a estrutura de organização da Greenforce e a forma como a expedição em si foi executada também influenciaram as experiências dos inquiridos.

Além disso, os voluntariados criaram uma grande admiração e apreciação gradual pelo meio natural envolvente.

Os resultados da entrevista confirmam que as experiências ganhas pelos participantes na realização desta expedição influenciaram o seu desenvolvimento pessoal tanto a nível positivo como negativo.

Os entrevistados iniciaram a expedição já com alguma experiência ganha anteriormente a nível ambiental ou pelo menos com grande interesse pelo ambiente natural e pela sua conservação. A ambição de contribuir para a conservação do ambiente realizando actividades de conservação e o desafio foram das principais razões que levaram os participantes a desejarem cooperar na expedição. Para alguns dos entrevistados esta motivação estava ligada a um desejo de desenvolver o seu conhecimento relativamente à conservação da vida selvagem. No geral, verificou-se que os inquiridos cumpriram o seu grau de satisfação relativamente às expectativas criadas anteriormente.

Nesta expedição existiam tarefas variadas que promoviam o desenvolvimento dos seus conhecimentos ambientais, o que de facto contribuiu para o enriquecimento do seu auto-conceito.

Apesar da auto-exclusão das actividades de conservação diárias, a entrevistadora era presença constante no campo, principalmente durante acontecimentos sociais, tais como os horários das refeições. Isto, sem dúvida, teve alguma influência no desenvolvimento do relacionamento com os inquiridos, resultando num ambiente descontraído e de entrevista aberta. Assim, a entrevistadora seguiu cuidadosamente o desenvolvimento e as mudanças nas descrições e opiniões dos inquiridos no processo da entrevista, Este aspecto foi considerado crucial para a compreensão do desenvolvimento pessoal dos inquiridos.



Em suma, os inquiridos obtiveram conhecimentos ambientais consideráveis durante a expedição, o seu auto-conceito foi sem dúvida enriquecido.

O ambiente natural desempenhou um papel chave no desenvolvimento pessoal de cada voluntário e o facto de viveram e trabalharam constantemente em grupo facilitou o desenvolvimento de laços fortes entre eles. Certos voluntários melhoraram a sua capacidade de tolerância e capacidade de iniciativa com as outras pessoas.

No final da conclusão deste Artigo, é afirmado que este tipo de entrevistas deveriam incidir na vida dos voluntários depois da realização da expedição, a fim de estabelecer o impacto da experiência de turismo ambiental na sua vida diária.

































































Empresa Licenciada pelo ICN B para a prática de actividades de animação ambiental em Portugal



Inicialmente, consultei a lista das Empresas licenciadas pelo ICN B e olhei para todas elas no geral, excluindo desde logo as já escolhidas pelos meus colegas de turma. Admito que risquei as hipóteses de Empresas que não possuíam site na Internet, pois considero que sem um Site onde possamos divulgar a nossa empresa de Actividades de Animação, torna-se complicado aos clientes aceder a informações sobre essas entidades. Daí, considero essencial nos dias de hoje, e tendo em conta que o turista está cada vez mais exigente, a existência de um site que demonstre fundamentalmente as actividades que a Empresa promove e os contactos, para qualquer esclarecimento. Assim, pesquisei as restantes empresas, algumas já conhecidas desde a elaboração do trabalho do semestre passado, o que de facto me facilitou a escolha.

Optei pela Empresa Cinzambu, pois desde logo me chamou a atenção pela sua formação e pelas actividades oferecidas.

Essas actividades também são oferecidas por outras empresas, mas esta chamou-me a atenção em particular pois realiza actividades para todas as idades, desde os 3 aos 80 anos, e baseia-se fundamentalmente em preservar a Natureza e o Património Natural. Realizam eventos como feiras e exposições, seminários, workshops, todos eles interligados com a Natureza.

A Empresa motiva adultos e crianças a aprenderem a desfrutar da natureza e a apreciá-la e são estimulados a protegê-la, dando valor a espaços naturais e paisagens do nosso país.

Organizam actividades para Escolas, Empresas, Turismo e Público em Geral.















“Cinzambu... um lugar mágico, onde a

natureza é o palco de todas as actividades.”







Site: www.aflops.pt



















Formação da Empresa:

A empresa CINZAMBU – Centro de Interpretação da Natureza do Zambujalinho foi criada pela AFLOPS – Associação de Produtores Florestais, com a intenção de desenvolver acções de conservação da fauna e da flora selvagens da flora local.

Actualmente com a vertente da sensibilização ambiental a Cinzambu oferece um conjunto de actividades que proporcionam ao visitante um melhor conhecimento sobre os valores naturais, promovendo o gosto e o respeito pela natureza.

A AFLOPS surge em 1993 com o objectivo de defender os produtores florestais e desenvolver acções de preservação e valorização das florestas, dos espaços naturais, da fauna e da flora.

O Centro está ainda situado em área de Zona de Protecção Especial para a avifauna e no sítio proposto como ZPE - Zona Especial de Conservação, no âmbito da Rede Natura 2000 – Rede Europeia de Espaços Naturais Protegidos.



Localização:

Herdade do Zambujal, Reserva Natural do Estuário do Sado.



Mapa de Localização:



































Contactos:

E-mail: catarina.magalhaes@aflops.pt / isageral@gmail.com

Telemóveis: 91 2536286 / 91 3619015/ 22/23

Telefone: 21 2198910

















Actividades que promovem:





- Passeios Pedestres (livre ou com guia)

- BTT

- Peddy Paper e Ciclo Paper

- Jogos de pista e orientação

- Jogos desportivos e tradicionais

- Tirolesa

- Paralelas

- Slide

- Escalada

- Rappel

- Passeios de barco no Estuário do Sado

- Tiro com Arco

- Canoagem

- Ateliers temáticos: Aromáticas, Horticultura, Arqueologia, Reciclagem



Pack de actividades



- Festas / Visitas de estudo para Escolas

- Festas de Aniversário

- Team Building

- Férias desportivas

- Acampamentos

- Actividades para Seniores

- Campos de Férias na Natureza.



Além disso, despertou-me interesse as áreas de intervenção desta empresa:

- Formação Profissional

- Investigação, Experimentação e Demonstração

- Gestão Florestal;

- Protecção da Floresta contra incêndios, pragas e doenças;

- Ordenamento, Planeamento e Gestão do território;

- Natureza e ambiente;

- Economia do ambiente;

- Educação Ambiental;

- Energias renováveis: resíduos florestais e culturas energéticas;



Principais pontos de interesse:

- A Horta Pedagógica

- Pomar

- Carvalho-Cerquinho

- Zambujeiros

- Galeria Ripícola

- Arrozal

- Sapal

- Montado e Pinheiro Manso.































Conclusão



Com a realização deste trabalho julgo que mais uma vez aumentei o meu poder a nível de pesquisas na Internet (apesar de todos os inconvenientes que causa) e, sem dúvida, ganhei uma consciência muito mais ampla no que diz respeito à existência de um turismo mais ecológico e sustentável, que protege e ajuda o ambiente.

É cada vez mais importante hoje em dia saber como poupar o planeta de determinados gastos e usos completamente desnecessários, e se, até como turista, o ser humano souber respeitar a Natureza, é-nos mais fácil contribuir para um mundo melhor de dia para dia.

Ambiciono, como referi e mostrei no trabalho do semestre anterior, realizar acções/expedições de voluntariado, quem sabe um dia, depois de terminar o meu curso e ter uma vida minimamente estável a nível económico, possa realizar esse sonho.

Está patente neste trabalho a enorme importância que tem a realização de expedições pelo mundo como voluntário. Realizar trabalho voluntário ambiental torna-se uma aprendizagem social, cultural, pessoal, e ganha-se, sem dúvida, uma grandiosa consciência do meio ambiente que nos rodeia e das suas necessidades (muitas vezes (ou talvez a maior parte delas) provocadas pelo ser humano), assim como nos apela a ajudar as comunidades próximas.

Todos juntos devemos preparar o mundo para as gerações vindouras, criando um turismo sustentável e não prejudicial ao meio-ambiente. Na minha opinião, há que saber aproveitar as potencialidades de cada canto do mundo, mas para isso é urgente cuidar do ambiente.

Proteger o planeta está nas mãos de todos!









Bibliografia



- www.greenforce.org

- www.google.pt

- http://www.informaworld.com/smpp/title~content=t794297788~db=all

- http://adventure.nationalgeographic.com/

- http://www.kasbahdutoubkal.com/

- http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/

- http://www.kasbahdutoubkal.com/

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